Pãozinho de limão

Fiquei bastante feliz com a quantidade de comentários no blog! Apesar de ser uma “facebookless”, o Desafio Bertinet acabou sendo divulgado pela rede social do meu marido e alcançou uma boa repercussão. Que bom! Meu segundo desafio é o preferido do maridão. Eu havia feito esse pãozinho de limão anteriormente à criação do blog e realmente é delicioso (e fácil). A massa, ou “dough” como o Bertinet diz, segue a mesma receita e o mesmo processo da fougasse: 500 gramas de farinha de boa qualidade (novamente, utilizei a farinha tipo 00 da Collavita); 10 gramas de fermento seco (desses que vêm em saquinho); 350 gramas de água e 10 gramas de sal. Misturei todos esses ingredientes em uma tigela grande até que toda a farinha fosse incorporada na massa.

 

Em seguida, derramei a massa na bancada e comecei a trabalhá-la seguindo a técnica do Bertinet para incorporar ar conforme realizo o movimento em ondas. Quando a massa estava quase “no ponto”, adicionei raspas de dois limões sicilianos grandes.

 

Aqui vai a primeira dica: empolgada demais, acabei raspando a parte branca do limão – aquela que fica abaixo da casca. Achei que essas raspinhas brancas agregaram um “amargor” no pãozinho (principalmente quando devorados sem acompanhamento). Da próxima vez, será só a casca mesmo. Como as raspas são “molhadinhas”, a massa acabou ficando um pouco mais mole novamente… então, foi necessário trabalhar a massa, agregando ar, por uns dez minutos a mais do que o tempo normal. Fiquei bem cansada (mas valeu muito a pena!). Com a massa pronta, retornei à tigela e deixei descansando por uma hora dentro do micro-ondas (desligado! Rs!).

 

Após esse período, a massa dobrou de tamanho e ficou liiiiiiinda – e muito cheirosa!

 

Então, retirei a massa da tigela delicadamente, derramando-a sobre a bancada levemente enfarinhada para dividi-la em dois. Então, cortei cada pedaço em três ou quatro – aqui, a balança digital entra em cena novamente. Quando adquirimos uma certa prática, fica mais fácil acertar o peso desejado. Nesse caso, os pãezinhos ficaram entre 100 e 120 gramas cada um.

 

Depois de divididos, utilizei a técnica de moldar os pãezinhos em pequenas bolas, fazendo com que a parte “grudenta” fique para dentro – em outros momentos, escreverei posts sobre as técnicas, paralelamente ao Desafio Bertinet. Deixei os pãezinhos descansando em formato de bolas por mais cinco a dez minutos, dentro do micro-ondas desligado. Após esse período, retirei as massinhas e moldei cada uma em pequenos filões. Depois, acomodei os pequeninos sobre uma assadeira com pano de prato levemente enfarinhado.

 

Com muita delicadeza, retirei os “bebês” da assadeira e os coloquei sobre a pá enfarinhada (dessa vez, coloquei um pouco mais de farinha para não correr o risco de grudarem e perderem ar e a fofura). Então, fiz os cortes recomendados pelo Bertinet nessa receita: um corte central e três cortes em cada lateral, na diagonal, como se fosse o formato de uma folha. Confesso, aqui, minha inabilidade no processo de corte dos pães – que, de acordo com os padeiros, é a assinatura ou a identidade de um padeiro. Ainda não consegui desempenhar a técnica de forma satisfatória, pois acabo “rasgando” o pão e arrastando a massa do lugar. Mas acredito que até o fim do livro eu conseguirei fazer um bom corte! Levei os pãezinhos ao forno, sobre a pedra, onde ficaram assando por cerca de dez a quinze minutos, com o forno bem quente, a 250 graus (considero o meu forno um tanto quanto fraco. Acredito que, para fornos mais fortes, 220 graus pode ser uma temperatura suficiente). Após esse período, deixei os pimpolhos sobre a grade para esfriarem.

 

Como ficaram? DE-LI-CI-O-SOS! Crocantes por fora, aerados e leves por dentro.

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